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"100 ANOS DE PROFISSÃO DO TÉCNICO AGRÍCOLA"
1911-2011
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NOTÍCIAS

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I SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DOS TÉCNICOS AGRÍCOLAS

19 e 20 de março de 2010 - Balneário Camboriú

 Os profissionais Técnicos Agrícolas por meio de suas entidades profissionais ATASC, SINTAGRI, CONEA, UNITAGRI, ATAEPAR, SINTEAPR, ATARGS e FENATA, promoveram o I SEMINÁRIO SUL BRASILEIRO DOS TÉCNICOS AGRÍCOLAS, na cidade de Balneário Camboriú, nos dias 19 e 20 de março de 2010. Os objetivos principais do evento foram: promover o intercâmbio técnico científico entre os Técnicos Agrícolas e suas instituições de ensino agrícola, proporcionar a integração entre os profissionais que atuam em áreas correlatas, oportunizar o surgimento de novas lideranças classistas e proporcionar momentos de confraternização e companheirismo.

Passaremos a seguir as deliberações tomadas durante as oficinas de trabalho e aos trabalhos de grupo.

DELIBERAÇÕES DA OFICINA DE TRABALHO

 1. O ENSINO AGRÍCOLA BRASILEIRO

Coordenador: Prof. José Carlos Brancher – Presidente da ATASC
Debatedores: Prof. José Orlando Kuhn – Presidente do CONEA
Prof. Luiz Alberto Ferreira – Professor do IFET Campus Camboriú
Relator: Prof. Gerson Luiz Batistella – Secretário Geral do CONEA e da ATASC

1.1  INTRODUÇÃO

 Consideramos o Ensino Agrícola de nível médio como a base fundamental e sustentáculo brasileiro em todas as atividades agropecuárias, principalmente na produção de alimentos, desenvolvimento de tecnologias, mecanismos de produção, controle, gestão, preservação ambiental, entre outras atividades que os profissionais representaram com competência e responsabilidade.

Atualmente existem muitos entraves e descaso por parte de nossas autoridades federais e estaduais em relação ao apoio, incentivos e principalmente investimentos para a continuidade e crescimento do nosso ensino agrícola brasileiro. Preocupando assim os professores que atuam nas instituições de ensino agrícola, quanto ao futuro desta tão importante categoria profissional e das entidades representativas na manutenção de nossas atribuições profissionais. Nossos governantes estão literalmente acabando com o Ensino Agrícola Brasileiro, em especial citamos os casos de governos estaduais que tem dificultado ao máximo o funcionamento das escolas, especialmente nos estados do RS e SC.

1.2  Relatos dos principais problemas

a) Transformação das Escolas Agrícolas Federais em IFET, onde os interesses se voltam ao ensino superior, preocupando o funcionamento do Curso Técnico e a identidade destes profissionais.
b) Descaso administrativo e financeiro aos CEDUPs por parte do governo do Estado de Santa Catarina, onde diretores e professores mantêm as escolas ainda funcionando por ética, competência e amor a esta atividade.
c) Formação de várias modalidades de Técnicos, onde os profissionais formados encontram dificuldades no registro do CREA, enfraquecendo a categoria.
d) Dificuldade de identificação profissional pelos alunos formados e pelas facilidades em ingressar nos cursos superiores, mesmo com formação duvidosa, sem qualificação ou registro.
e) Interferência do sistema CONFEA/CREA nas diversas instâncias do Ensino Agrícola Estadual e Nacional, prejudicando e dificultado o trabalho e a melhoria da qualidade do ensino nas escolas.

1.3 Propostas de ação

 a) Articulação política entre as escolas que ministram o Ensino Agrícola com as entidades profissionais para conseguirmos representantes comprometidos com a educação.

2. Mercado de trabalho

Coordenador: Téc. Agrícola Antonio Tiago da Silva - Presidente do SINATGRI
Debatedor: Téc. Agrícola Heli Schlickmann  - Diretor Técnico ATASC E UNITAGRI

2.1 Propostas e ações

a) Projetos de investimento - proposição de expediente legal para reajuste do teto de R$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil reais) para os projetos, e um indexador permanente (caso encontre abrigo legal) para dar segurança e acompanhar os reajustes dos valores de bens e serviços.
b) Oferecer serviços técnicos via consultoria/assessoria - através de empresas próprias, via cooperativas dos técnicos, (exemplo UNITAGRI/SC), e/ou outra forma, como autônomos. Esse tipo de serviço acompanha a tendência do mercado, e o seu ganho é sempre acima do emprego formal via CLT.
c) Criação de um mecanismo para treinamento, EaD - mecanismo este que os Técnicos Agrícolas possam atualizar-se constantemente, utilizando as ferramentas tecnológicas do momento.
d) Questão ambiental - os serviços nessa área irão crescer e os Técnicos Agrícolas podem encontrar nesse segmento uma grande chance de fixação profissional, desempenhando papel importante ao país e ao meio ambiente. Fonte de trabalho e renda.
e) Conselho próprio - as dificuldades encontradas no mercado de trabalho somente serão sanadas quando os Técnicos Agrícolas tiverem seu conselho próprio. Propor a intensificação de ações políticas integradas nacionalmente para alcançar o objetivo.
f) Capacitação – segundo a visão do grupo é a questão mais importante do mercado de trabalho. Sem aprimoramento e uso das ferramentas técnicas, sem novas tecnologias, sem novos procedimentos, sem novas habilidades, o Técnico Agrícola ficará à margem do mercado. Concluímos que os profissionais devem buscar sua capacitação utilizando-se dos mecanismos formais ou informais.

3. DESAFIOS NA PRODUÇÃO DE ALIMENTOS

Coordenador: Téc. Agrícola Vilmar Matter – Diretor de Comunicação – ATAEPAR
Debatedor: ATARGS/RS
Relator: Téc. Agrícola Eduardo Dias Dornellas – Diretor Administrativo – SINTEA/PR

 3.1 INTRODUÇÃO

Nesta oficina de trabalho foram debatidos os seguintes temas; Política Agrícola, Políticas Públicas, Lei de ATER, Infra-Estrutura e Política Ambiental.

3.2 Propostas e ações

a) Valorizar a cultura local – perda de identidade.
b) Atualização e revisão do modelo agrícola voltado para a grande produção com       exclusão à pequena propriedade e ao pequeno produtor.
c) Conhecer melhor as políticas públicas.
d) Aprofundar o conhecimento da PNATER e a Lei de ATER.
e) Reconstrução da Extensão Rural, centrada no agricultor com base na educação e na organização.
f) Melhorar a infraestrutura e o escoamento da produção de alimentos.
g) Organizar seminários conjuntos com os movimentos dos Técnicos Agrícolas e Agricultores para discutir políticas públicas, ater, infra-estrutura, meio ambiente entre outros temas relevantes.
h) Ter o movimento dos Técnicos Agrícolas como um indutor de políticas públicas.
i) Criar uma rede social interativa virtual, como uma ferramenta de reflexão, troca e de reconstrução do saber.
j) Estudo de compensação financeira para proteção ambiental.
l) Abolir totalmente os juros dos financiamentos agrícolas e melhorar a política de garantia de preços mínimos. 

 4. Grupo Regulamentação da Profissão

Coordenador: Téc. Agrícola Mário Limberger – Presidente da FENATA
Debatedores: Dr. Silvio Walter – Advogado ATASC/SINTAGRI
Dr. André – Advogado da FENATA
Relator: Téc. Agrícola Edson Carlos de Quadra – Vice-presidente do SINTAGRI

4.1 INTRODUÇÃO

O coordenador e os debatedores fizeram um histórico da regulamentação da profissão, ações judiciais, marco inicial com a lei 5.524/68 e regulamentação dos decretos 90.922/85 e 4.560/02. Reação de outras categorias profissionais, através de ações de inconstitucionalidade e outras ações. A falta de padronização dos Crea’s, pois cada Estado possui um tipo de atuação, dentro da mesma legislação. Demandas judiciais, embargos de divergências, e outras ações judiciais.

Reforçando, o técnico agrícola é a única profissão do sistema CONFEA/CREA que possui em decreto as suas atribuições profissionais.

4.2 Propostas e ações

a) O grande desafio é a manutenção das atribuições profissionais.
b) Preparar o movimento para enfrentar as dificuldades nestas instâncias.
c) Acompanhar com atenção os institutos para a realidade na formação do profissional Técnico Agrícola, nas esferas estadual, federal e particular.
d) Criação de canal de informação para todos os Estados, principalmente nas ações judiciais, através do site da Fenata.
e) Democratização das informações diretas para os Técnicos de campo.
f) Criação de grupos temáticos para discussão por assunto, projetos técnicos ou similares.
g) Nas ações administrativas e judiciais do movimento foi sugerido que tenham acompanhamento das assessorias jurídicas da Fenata e/ou das Associações e Sindicatos.
h) Ações judiciais nos CREA’s em função da demora das revisões de atribuições.
i) Atualização e ajustamento do decreto 4.560/02.
j) Elaboração de proposta política do movimento nacional e estadual para os candidatos Técnicos Agrícolas e outros afinados com a categoria para as eleições de 2010.
l) Acompanhamento mais intenso do nosso movimento nas esfera do ministério, empresas públicas e privadas.
m) Definição de uma política nacional de sustentação da manutenção de atribuições,        uma delas a formação de equipe do movimento nacional para acompanhamento na câmara dos deputados, senado e instâncias que tenham vínculo com nossa profissão, criação de um fundo para manter esta equipe de trabalho.
n) Ampliar o apoio dos estados na mobilização para aumento do número de associados e sindicalizados.

5. A MULHER TÉCNICA AGRÍCOLA

Coordenadora: Profª Odete Rintzel
Debatedora: Téc. Agrícola Vanessa M. C. Pacheco

5.1 INTRODUÇÃO

A questão cultural ainda pesa muito na participação de mulheres no mercado de trabalho. O colégio agrícola precisa inserir conversas com as técnicas agrícolas, preparando-as para o mundo do trabalho que é ainda dominado pelos homens. Há inclusive a predominância dos homens também nas viagens.

Muitas empresas têm ainda rejeição pela contratação das mulheres (TABU), muitas técnicas têm vergonha ou não sabem que contam com assessoria jurídica através das entidades profissionais como no caso da ATASC em SC.

 5.2 Propostas e ações

 a) É Importante trabalhar junto aos núcleos a valorização e a não rejeição das mulheres Técnicas Agrícolas no mercado.
b) Trabalhar para que não haja diferenciação salarial pelo fato de serem profissionais mulheres.
c) Propor na pauta dos próximos encontros palestras voltadas para a mulher Técnica Agrícola e incentivar a participação delas.
As propostas aqui apresentadas foram elaboradas nas oficinas de trabalho e discutidas no grande grupo sendo aprovado pelos 180 participantes da plenária do I Seminário Sul Brasileiro dos Técnicos Agrícolas.
 Obs. Alguns colegas não deixaram os nomes registrados em seus referidos trabalhos de grupo, portanto, poderão ter alguns nomes que não constem ou omissos em face deste.
 Redação final professor José Carlos Brancher – Presidente da ATASC.

 Balneário Camboriú/SC, março de 2010.

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folha32° ENCONTRO ESTADUAL DE TÉCNICOS AGRÍCOLAS

Data: 06 e 07 de agosto de 2010 (sexta e sábado).
Local: Centro Diocesano “Dom Eliseu Simões Mendes” Rua Dourados, 378 – Bairro Lar Paraná
CAMPO MOURÃO - PR 

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V Encontro Nacional do FONASC.CBH

vencontronacionalfonasc.cbh


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CAMPANHA NACIONAL PELA CRIAÇÃO DO CONSELHO PRÓPRIO DOS TÉCNICOS AGRÍCOLAS

Nossa luta pela criação do Conselho próprio, vem desde o nascedouro do nosso oficio, quando o CONFEA, em grotesco parecer, em 1968, fez manifestação contrária ao reconhecimento da nossa profissão.
Por isso é muito importante que cada Técnico Agrícola abrace com entusiasmo essa campanha nacional. Cada assinatura é importante, temos que envolver a nossa categoria e toda a sociedade. Temos que coletar assinaturas dos profissionais Técnicos Agrícolas, seus amigos, vizinhos, parentes ou não, autoridades e etc.
LISTAGEM CAMPANHA NACIONAL CONSELHO PRÓPRIO - Clique Aqui

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POSSE DA DIRETORIA DO SINTEA-PR - TRIÊNIO 2009/2012.

O Sindicato dos Técnicos Agrícolas do Estado do Paraná – SINTEA-PR empossa diretoria para o triênio 2009/2012 em concorrido encontro acontecido no município de Campo do Tenente, em 01/08/09, com a presença de inúmeras autoridades e profissionais Técnicos Agrícolas. LEIA MAIS

Veja galeria de fotos - CLIQUE AQUI

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QUALIFICAÇÃO DE AGENTES DE ATER EM INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS

No dia 09 de março do corrente ano, foi efetivado o projeto “QUALIFICAÇÃO DE AGENTES DE ATER EM INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS”, através do contrato de repasse de crédito MDA/CAIXA à Associação dos Técnics Agrícolas do Estado do Paraná – ATAEPAR.  
Com a assinatura de contrato o projeto ira qualificar 100 Agentes de Ater de 50 Prefeituras nos sequintes  territorios da cidadania: Cantuquiriguaçu, Vale do Ribeira, Norte Pioneiro, Paraná Centro e Centro Sul. 
O evento contou com a presença do Secretario de Estado de Agricultura e Abastecimento Valter Bianchini, do Deputado Estadula Elton Welter, do Delegado do MDA no Paraná Reni Denardi, da representante do Sibrater Adriana Gregolin, do prefeito reeleito Presidente da Amunorpi Luiz Antonio Liechocki, do representante dos municipios no Cedraf prefeito Eugenio Milton Bittencourt, do Presidente da Federação Paranaense das Associações de Produtores Rurais Jair Dobner.do Presidente da ATAEPAR Eduardo Dias Dornellas e representante da Caixa Economica Federal Luiz Henrique Bargo.     
Participaram ainda, reprersentantes dos 50 municipios envcolvidos no projeto. 

Eduardo CEF Reni Elton Welter Elton Welter Walter Bianchini plenaria
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